Poema para o Natal

ESTRELA DO OCIDENTE

Por teus olhos acesos de inocência
Me vou guiando agora, que anoitece.
Rei Mago que procura e desconhece
O caminho,
Sigo aquele que adivinho
Anunciado
Nessa luz só de luz adivinhada,
Infância humana, humana madrugada.

Presépio é qualquer berço
Onde a nudez do mundo tem calor
E o amor
Recomeça.

Leva-me, pois, depressa,
Através do deserto desta vida,
À Belém prometida…
Ou és tu a promessa?


In Diário VIII, Miguel Torga, Coimbra, Natal de 1959

Partilha este artigo

Outros artigos

Práticas Pedagógicas

O som do ar – 4º ano

Apreciem os nossos queridos alunos do 4º ano a tocarem “O som do ar” com as suas flautas de madeira!

Reflexões e Partilhas

O encontro de professores Waldorf – Reflexões

Queridas/os professoras/es Waldorf das escolas portuguesas: Na sequência do encontro de professores, promovido pela APEPW, no dia 20 de maio, parte do qual foi gravado