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	<title>Reflexões e Partilhas &#8211; Jardim do Monte</title>
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	<description>Escola Waldorf</description>
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	<title>Reflexões e Partilhas &#8211; Jardim do Monte</title>
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		<title>Com os Olhos da Alma: Fragmentos de um percurso pra mulher</title>
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		<dc:creator><![CDATA[rui]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 21:01:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões e Partilhas]]></category>
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					<description><![CDATA[Com os Olhos da Alma Fragmentos de um percurso pra mulher de Leonor Arroio Malik Editor: Europa Editora Edição: março de 2026 Sinopse Entre muros de silêncio e corredores infindos, ergue-se a narrativa de Com os Olhos da Alma. Aqui, a infância interrompida e a juventude em formação encontram-se com a solidão, com a estranheza [&#8230;]]]></description>
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<div dir="auto">Com os Olhos da Alma</div>
<div dir="auto">Fragmentos de um percurso pra mulher</div>
<div dir="auto">de Leonor Arroio Malik</div>
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<div dir="auto">Editor: Europa Editora</div>
<div dir="auto">Edição: março de 2026</div>
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<div dir="auto">Sinopse</div>
<div dir="auto">Entre muros de silêncio e corredores infindos, ergue-se a narrativa de Com os Olhos da Alma. Aqui, a infância interrompida e a juventude em formação encontram-se com a solidão, com a estranheza do mundo e com os primeiros abalos do amor. O quotidiano severo e repetido torna-se palco de descobertas íntimas: na amizade que acolhe, na fé que inquieta, nos livros que iluminam e na memória que insiste em resistir ao esquecimento.</div>
</div>
<div>
<div dir="auto">É um romance tecido de fragmentos, em que cada gesto revela uma aprendizagem e cada perda abre espaço para uma revelação. As páginas ecoam a vulnerabilidade de quem busca o próprio rosto no espelho das ausências, mas também a força oculta que faz nascer a mulher por detrás da menina. Mais do que um romance, é uma travessia interior: o sopro secreto da alma que aprende a ver para além do que os olhos alcançam.</div>
<div dir="auto"></div>
</div>
<div>
<div dir="auto">Preço: 15,90€</div>
<div dir="auto">Encomendas para <a href="mailto:info@harpa.pt" target="_blank" rel="noreferrer nofollow noopener">info@harpa.pt</a></div>
</div>
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		<title>Rachel Carson. 60 anos &#8211; com a  Profª. Alexandra Gonçalves</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Moises Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 13:30:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões e Partilhas]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
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		<title>Apresentação da Escola Waldorf Jardim do Monte</title>
		<link>https://escolajardimdomonte.org/apresentacao-da-escola-waldorf-jardim-do-monte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Moises Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Aug 2021 08:58:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões e Partilhas]]></category>
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					<description><![CDATA[Através da Pedagogia Waldorf, acreditamos que cada criança tem a possibilidade de crescer enquanto pessoa e de encontrar respostas para um desenvolvimento harmonioso de verdadeiro cidadão do mundo, tendo oportunidade de aprender e compreender na natureza e com a natureza, dar sentido e saber usar o que aprende, desenvolvendo o gosto por aprender ao longo da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Através da Pedagogia Waldorf, acreditamos que cada criança tem a possibilidade de crescer enquanto pessoa e de encontrar respostas para um desenvolvimento harmonioso de verdadeiro cidadão do mundo, tendo oportunidade de aprender e compreender na natureza e com a natureza, dar sentido e saber usar o que aprende, desenvolvendo o gosto por aprender ao longo da vida e a autonomia em cada processo de aprendizagem.<a href="https://escolajardimdomonte.org/o-jardim-do-monte_pedagogia-waldorf/"></a></p>



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		<title>O encontro de professores Waldorf &#8211; Reflexões</title>
		<link>https://escolajardimdomonte.org/encontro-de-professores-waldorf/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Harpa Portugal]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2020 14:29:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões e Partilhas]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Jardim do Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[waldorf]]></category>
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					<description><![CDATA[Queridas/os professoras/es Waldorf das escolas portuguesas: Na sequência do encontro de professores, promovido pela APEPW, no dia 20 de maio, parte do qual foi gravado em vídeo, decidi partilhar convosco uma pequena reflexão, após ter ouvido o extraordinário testemunho sobre o vosso trabalho neste igualmente extraordinário momento.&#160; Nesta altura da minha vida, após cerca de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Queridas/os professoras/es Waldorf das escolas portuguesas:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência do encontro de professores, promovido pela APEPW, no dia 20 de maio, parte do qual foi gravado em vídeo, decidi partilhar convosco uma pequena reflexão, após ter ouvido o extraordinário testemunho sobre o vosso trabalho neste igualmente extraordinário momento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta altura da minha vida, após cerca de 40 anos dedicados à existência da pedagogia Waldorf no nosso país a qual, pouco a pouco, me foi desvelando a missão da Antroposofia no mundo atual, pouco mais posso fazer senão olhar, escutar e tentar compreender o que se passa à minha volta no cumprimento dessa missão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso vos quero falar hoje do que vi e ouvi no vosso encontro à luz da Antroposofia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Partindo da convicção de que nada acontece na visibilidade das nossas vidas que não tenha uma causa e um desígnio profundos, ditados pelo mundo espiritual, é-nos exigido que sejamos capazes de cultivar a clareza do pensamento, o calor do coração e a justeza do agir, não para nos servir a nós próprios, mas para servir os outros que, perto de nós, representam a humanidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quis o desafio, que atualmente se apresenta à humanidade, exigir de cada um o afastamento da visibilidade do(s) outro(s), ao mesmo tempo que, mais do que nunca, sobretudo no caso dos professores, esse(s) outro(s) necessita(m) de ser acompanhado(s). Como fazê-lo, foi sem dúvida a pergunta angustiante de cada professor por esse mundo fora.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No meu entender essa pergunta só se pode tornar verdadeiramente inquietante se o ser humano, face ao vazio que a distância física aparentemente traz, fique refém desse vazio, porque para além da exterioridade do correr da vida, deixou de vislumbrar a dimensão espiritual da existência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser um professor Waldorf implica a consciência de que o papel essencial que lhe cabe como verdadeiro acompanhante dos seus alunos, realiza-se quando, liberto dos constrangimentos da fisicalidade próxima, ele pode disponibilizar a sua mais profunda identidade para aproximar-se, compreender e amar o Ser de cada aluno, no espaço noturno do Grande Encontro Meditativo. O trabalho diurno, dia após dia, em frente dos seus alunos, é apenas a consequência da proximidade que conquistou na noite anterior.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Servir os seus alunos consiste, noite após noite, fortalecer os laços entre o seu próprio Eu e o Eu que o desenvolvimento de cada criança está predestinado a receber do mundo espiritual. Só assim poderá fornecer-lhe as condições físicas e humanas «que permitam que a sua natureza&nbsp; anímico-espiritual se harmonize com a sua natureza física de forma a realizar o seu processo de desenvolvimento», o grande objetivo do trabalho de cada educador, segundo Steiner.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No seio desta consciência os laços não se quebram, a ausência não é real, o sentir acalenta-se no calor da verdadeira relação que permanece. A pergunta fundamental que o professor deve tentar responder já não é, como fazer na atual situação, mas o que é que só eu posso fazer em cada dia, fruto do meu trabalho noturno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se parte da humanidade, vivendo alienada desta dimensão da existência, depende da fragilidade de cada momento, das impressões sensoriais que logo se desvanecem, do significado ininteligível da presença física dos outros, a exigência do desafio que a atual pandemia colocou – viver-se apartado da visibilidade do(s) outro(s) &#8211;&nbsp; torna-se numa oferta para que essa mesma humanidade acorde desse adormecimento e veja o que os seus olhos lhe cobriam: «Eu, não sou eu, Eu sou aquele que caminha a meu lado sem que eu o veja…»</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dir-me-ão, e a observação, mão na mão, olhos nos olhos, que todos os dias acontecia? É verdade que deixou de acontecer no decorrer da atual rotina diária. Mas, também é verdade que ela focava apenas a impressão fugaz do momento, pois a verdadeira observação que, transcendendo o imediato, nos permite mergulhar na dimensão do outro – Quem és tu? – é aquela que o Colégio de Professores decide fazer, não em presença da fisicalidade da criança, mas evocando a presença invisível do seu Ser, para que lhe seja dito aquilo que ela precisa que cada um faça.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando vos ouvi mencionar o esforço de «ajustar a cada classe» o que iam fazendo «para respeitar o desenvolvimento das crianças», porque «sou eu que tenho de acompanhar os meus alunos… estar com eles, fazer o caminho com eles», «estar ainda mais ligada às crianças», compreendi como, mesmo em condições que parecem anular os fundamentos da pedagogia, a vossa ligação àquilo que é a sua verdadeira essência, prevalecendo na vossa vontade revela-se no vosso estar e no vosso fazer.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consciência de «levar para o sono», intensificando o trabalho noturno, para que o verdadeiro contacto não seja perdido, desperta em alguns de vós (como foi dito) e despertou em mim a «gratidão» de o podermos fazer, graças a, algures nas nossas vidas, termos escolhido servir o ser humano através dos nossos alunos, acontecesse o que acontecesse!&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nestas circunstâncias preencherem o vosso sentir com os olhares, os risos, «a forma tão bonita» como se ligam, as brincadeiras e os pequenos episódios da sua vida familiar, quererem «trazer coragem e alegria» às crianças no seu dia-a-dia, porque efetivamente «a escola lhes foi roubada», testemunham como se comovem – movem com – o sentir dos vossos alunos e se empenham em lhes devolver o que lhes foi tirado. Para mim é sinal da vossa genuína disponibilidade em servir o outro com coragem e abnegação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quem assim se dispõe consegue encontrar fontes para partilhar o mundo e a vida, nas manifestações que inspiram o olhar a contemplar a riqueza das suas formas, ajudando a anular o medo e a suscitar a coragem, mas principalmente a reconhecer à sua volta «as forças que alimentam e levam ao mundo espiritual». E é isso que anula as «forças opostas» que parecem querer dominar-nos, como nos disse a Pamela, que não desistiu nas atuais circunstâncias de levar a Euritmia aos seus alunos!&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Provando que são os grandes desafios, aqueles que parecem ultrapassar as nossas forças, que nos abrem horizontes para melhor servir, porque tiveram que penetrar o espaço familiar dos alunos, ouvimos como acabaram por envolver pais nas tarefas dos filhos, por vezes com empenho e entusiasmo. E como se evidenciou mais uma vez a importância das artes na pedagogia Waldorf: os professores que não recearam reinventar as suas práticas artísticas mesmo à distância, envolveram os pais nos trabalhos dos filhos com entusiasmo, transformando essa experiência numa atividade sanadora ao alcance de todos, para minorar as dificuldades que todos vivem, fossem as artes plásticos, as artes manuais e até mesmo o ouvirem em família o conto do dia. Mas outro aspeto sanador, como partilharam, surgiu do vosso empenho em se manter atentos: ajudaram as famílias a organizar-se, a gerir a situação do ensino à distância, a dar o vosso apoio sempre que necessário, no fundo tentaram responder à questão do serviço que a pedagogia Waldorf pretende prestar à sociedade: «como é que eu me posso pôr ao serviço de quem precisa?» Esta é a meu ver a pergunta fundamental de cuja resposta decorrerá a mudança que pretendemos trazer ao mundo através dos nossos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, peço-vos que considereis: a resposta não é a mudança, mas o abrir caminho na sua direção! A resposta pode ser um simples gesto, uma curta palavra, um ato insignificante, cujo efeito no outro pode desencadear essa mudança, sobre a qual ainda nada sabemos. Temos que ser suficientemente humildes na nossa forma de servir: há que fazer a pergunta e saber ouvir a resposta, mas principalmente ser capaz de atuar realizando o simples gesto, dizendo a curta palavra, concretizando o mais insignificante ato, para mitigar o que o(s) outro(s) precisa(m) e não o que eu próprio penso ou sonho que o mundo precisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O legado que Steiner nos deixou tem como fundamento a Ciência Espiritual, cuja «tarefa é fornecer uma cosmovisão prática que contribua para a solução das tarefas mais importantes da humanidade atual e para o seu desenvolvimento». Exige-nos «um autêntico conhecimento da vida, cujas leis fundamentais não serão no futuro diferentes das do presente… Não deixará portanto de respeitar o que existe. Seja qual for a necessidade de reformas, ela procurará no que atualmente existe os germes para o desenvolvimento futuro, para a transformação futura, deduzindo-a do que existe, pois o que existe contem o princípio da evolução…. Toda a vida humana contem as disposições para o seu futuro.»</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso «o estudo espiritual da entidade humana é suscetível de fornecer os meios fecundos e práticos para solucionarem os problemas prementes da atualidade.»&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a comunidade internacional do Movimento das Escolas Waldorf, meditasse profundamente neste testemunho de Steiner, que foi dos primeiros a focar a área da Educação, remontando a 1907 (editado depois como «A educação da criança segundo a Ciência Espiritual), talvez tivessem evitado a tendência, que ocupa outros meios politico-educativos, das teorias conspirativas para analisar a atual situação!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na tarefa que o mundo atual nos trouxe, como professores, ajudou-vos o respeito que sentiram pelas condições que rodearam os vossos alunos e famílias, o esforço de encontrar as possíveis soluções para realizar essa tarefa, o desígnio de suprir as necessidades de cada aluno para o ajudar a vislumbrar o seu próprio futuro e portanto a «dar propósito e direção à sua vida.»&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se, da contemplação do Homem em devir, que existe em cada criança, os princípios para a sua educação pudessem simplesmente ser por nós deduzidos, como Steiner afirmou, nada mais precisaríamos. No entanto reconhecemos que não somos efetivamente ainda capazes de tal dedução. Steiner também o reconheceu, por isso no curso que deu aos professores da 1ªescola em Stuttgart, deu instruções precisas sobre o que ensinar, paralelamente ao conhecimento do ser humano, a partir das quais se construiu o Curriculum Waldorf. Este contem, idade a idade, aquilo que a natureza humana necessita para realizar «as disposições do seu futuro», consequentemente contribuir para o futuro da evolução da humanidade. Por isso queridas professoras não menosprezem os chamados «conteúdos», como não sendo importantes, especialmente agora, que estão ausentes da sua escola. Claro que os conteúdos são importantes! Os conteúdos do curriculum Waldorf, não são conteúdos de mera informação escolar, são o alimento que cada idade precisa para realizar plenamente as exigências do seu crecimento.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há que trabalhar muito sobre o porquê e para quê se trabalha cada aspeto do curriculum naquele preciso momento da vida dos alunos. E fazê-lo com gratidão, pois sem esse curriculum não saberíamos como responder de forma adequada às necessidades de desenvolvimento de cada grupo etário!&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Peço-vos que vos debruceis sobre estas questões fundamentais da vossa missão, se continuardes a encontrar-vos para partilhar experiências, saberes e sentires.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com admiração, respeito e afeto&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leonor Malik</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Falai-me da Primavera, «que só isso me interessa»</title>
		<link>https://escolajardimdomonte.org/falai-me-da-primavera-que-so-isso-me-interessa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Harpa Portugal]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2020 00:29:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Celebrações]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões e Partilhas]]></category>
		<category><![CDATA[leonor]]></category>
		<category><![CDATA[malik]]></category>
		<category><![CDATA[primavera]]></category>
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					<description><![CDATA[Há muitos anos atrás, quando no âmbito do Projeto Aprender a Aprender, trabalhávamos com os professores numa abordagem biográfico-pedagógica, utilizávamos frequentemente a obra de Hubert Reeves, A hora do deslumbramento (editado pela Gradiva). No capítulo O parto do sentido, menciona a frase de Guy Béart – Falai-me de mim, só isso me interessa – como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Há muitos anos atrás, quando no âmbito do Projeto Aprender a Aprender, trabalhávamos com os professores numa abordagem biográfico-pedagógica, utilizávamos frequentemente a obra de Hubert Reeves, <em>A hora do deslumbramento</em> (editado pela Gradiva). No capítulo <em>O parto do sentido, </em>menciona a frase de Guy Béart – Falai-me de mim, só isso me interessa – como sendo «a receita da verdadeira pedagogia».&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, se os nossos alunos, pudessem exprimir conscientemente o que gostariam de receber da nossa parte, professores, certamente diriam que lhes falássemos de si próprios: queremos saber quem somos, o que trazemos em nós que nos torna únicos, do que seremos capazes para sabermos para onde caminhamos… Na verdade os fundamentos da pedagogia Waldorf implicam um profundo conhecimento sobre quem somos e a sua finalidade é conduzir o ser humano a acordar para a sua entidade espiritual para mudar o mundo!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas vem isto a propósito da intenção deste meu contributo e da fonte que me inspirou o título: gostaria de vos falar sobre a Primavera, pois «só isso me interessa»!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 13 de março, nos dias que vão correndo, que as minhas queridas companheiras de percurso da Escola do Jardim do Monte trabalham intensamente com os alunos e pais na concretização de Plano de Ensino à Distância, tentando manter a ligação que construíram com as crianças e famílias para que as perguntas primordiais, intrínsecas à natureza humana possam continuar a ser respondidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por minha parte, em confinamento privilegiado, rodeada pela exuberância primaveril, fui-me habituando a «estar» neste espaço, na ausência de todos os que o tornaram numa escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diariamente percorro as salas, vazias de gente, mas transbordando ainda os sentires que as habitaram, e em cada uma vislumbro as mãos que tocaram os objetos, os olhares que contemplaram os desenhos de quadro, que aí permanecem, esperando pelo amanhã, as flores que é preciso regar, as janelas que é preciso abrir, a brisa que entra descuidada, percorre o espaço, ondeando as cortinas, a vida que espera pela continuação da vida…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sinto os odores que povoam a Primavera e saio, lembrando as crianças que corriam para o exterior, abraçando a natureza entre gritos e gargalhadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O verde veste todo o espaço! Ou melhor, infindos tons dessa extraordinária cor que nos fala da Terra, transportando miríades de encontros entre a luz e a sombra!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Subo a encosta devagar, amparando-me no rosmaninho que vai alto, com cuidado para não pisar as calêndulas que se espraiam rasteiras por entre a alfazema florida. As veredas, que nos vão indicando possíveis caminhos, quase desapareceram sob a euforia do crescimento. As árvores, no auge de novos rebentos, entrelaçam os ramos, algumas ainda no deslumbramento de se vestirem de frágeis pétalas que o vento faz delicadamente voar, criam pequenos refúgios de sombra e, de repente, eis que surge uma orquídea, e outra, e outra, olhando-me quase divertidas, do alto da perfeição que as torna únicas. Contemplo-as de perto: minúsculas formas que lembram insetos, simetricamente dispostas, na expetativa confiante que o fascínio das suas cores seduzirá qualquer olhar! E têm razão, olhá-las de perto é uma tentação que nos guia diariamente até ao espaço que ocupam, verticais na delicadeza do seu porte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chego à floresta e o quase silêncio anterior de repente preenche-se de sons que me obrigam a erguer o olhar: o canto de diferentes aves confunde-se com o seu esvoaçar em todas as direções. Reconheço rolas, pintassilgos, melros, piscos de peito ruivo, tentilhões e claro bandos de pardais apregoando um viver despreocupado que me faz sorrir… Como é fácil sentirmo-nos despreocupados, caminhando por entre verdes e chilreios, confortados pela frescura do ar que súbitos raios de sol penetram, abrindo pequenas nesgas de céu que logo se apagam no compacto de folhas que brilham, anunciando a luz que cobre a sombra da floresta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, de repente, tudo se abre: chego ao topo, ao Rei da Montanha, assim nomeado pelas crianças desde que fizeram deste lugar uma escola. As árvores cedem generosamente o seu espaço a arbustos, onde o verde, rendido à luz se torna amarelo e mesmo branco nas flores que os cobrem e logo depois, acolhendo o seu calor, se revela no laranja quase vermelho de bagas que compõem o cenário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Respiro, de novo acordada para o espaço à minha volta: a paisagem abre-se em verdes montes sob a imensidão do céu povoado pela brancura das nuvens que navegam sem destino, esfumando-se invisivelmente em novas formas que logo se esfumam de novo… Voam as andorinhas, rasando o cimo do monte, pois a elas, só lhes interessa a luz! Levada pelos seu esvoaçar olho no monte em frente a habitual serenidade das vacas que pastam, entregues à plenitude da vida que brota em seu redor. Mais além os cavalos que costumamos observar da escola, ora absortos, pastando, ora ocupados em correrias irreverentes que nos enchem o sentir de alegria… e de novo a despreocupação …</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contemplo o céu imenso que completa a existência da vida na Terra e Eu estou nela! Lembro-me da pergunta que o nosso falecido amigo Georg Külewind nos fez, quando pela primeira vez trabalhou connosco: O que está mais perto de mim? Levámo-la para a noite e, na manhã seguinte, ninguém conseguiu afinal responder! A resposta é simples: a minha ATENÇÃO! Muito mais tarde numa conferência de Steiner li que, em tudo o que eu olho, EU ESTOU: «O homem, como ser anímico-espiritual está realmente dentro daquilo que olha. A consciência do que se olha acontece porque o nosso organismo espelha nele a realidade olhada…. Somos parte do que olhamos…» (Occult Reading and Occult Hearing, p. 18,19). Daí que o mundo necessite do nosso olhar para ser revelado!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao ter mergulhado o meu olhar no esplendor primaveril, vivi o reflexo desse olhar no renascer da vida em cada parcela desse esplendor, no encantamento das suas formas, cores e movimentos. Mas, na verdade, no exato momento em que olhei, Eu penetrei o processo por detrás da realidade observada. No interior desse processo, o que nos é revelado é o início do perecimento e não da vida. Esta aconteceu no momento em que a semente, fecundada pela terra iniciou um novo ciclo de vida. O florescimento que nos rodeia neste momento em breve perecerá, ele é já o prenúncio do fim desse ciclo. O eclodir da vida acontece na escuridão da semente, que se abriga na escuridão da terra, onde o despertar do futuro está contido para o verdadeiro Renascer, a verdadeira Vida, graças à união entre o elemento espiritual do Sol e o Ser astral da Terra.&nbsp; A exterioridade da Primavera pode ser na verdade a grande ilusão sobre a vida!</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Evangelho Segundo João, Steiner, na 13ª conferência (6 de julho de 1909), falando dos poderes luciféricos e arimânicos que penetraram na entidade humana, que nos levam a ver na realidade física a única realidade possível, e, consequentemente, ao esquecimento da origem espiritual de todo e qualquer fenómeno físico, alerta para a gravidade da ocorrência dessa verdade: o «engano a respeito das impressões exteriores do mundo sensorial… que devemos reconhecer como ilusão… e devemos aprender a ver a sua verdadeira forma por detrás dos aspetos exteriores.»&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito dessa ocorrência a morte física é a maior ilusão, para desfazer a qual se tornou necessário ter surgido o impulso crístico, ou seja, o padecimento da morte física por um ser espiritual e, portanto, inocente. Foi pelo seu sofrimento que se veio a revelar «o conhecimento da verdadeira forma da morte» que não é um perecimento, mas o recomeço da Vida no mundo espiritual: «Da mesma forma como a planta brota da semente, a vida brota da morte, que é uma semente da vida e não um elemento destruidor.»</p>



<p class="wp-block-paragraph">A celebração da Páscoa ocorre sempre na Primavera. Para além da constatação temporal, a nível do decorrer do ano na Terra, outra constatação se revela que nos ajuda a viver a Primavera no seu significado cósmico. Para que Cristo viesse redimir a morte, foi preciso que ela tivesse surgido na Terra, contrariando aparentemente a imagem do Pai criador da Vida. Mas, na verdade, foi a partir da ilusão em que as forças luciféricas e arimânicas mergulharam a humanidade, que emergiu a necessidade de resgatar essa imagem, ou seja ressuscitar o princípio do Pai: a origem espiritual de todo e qualquer fenómeno físico.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">«Esta era a missão do Cristo sobre a Terra: substituir, através do acontecimento de Gólgota, a falsa figura da morte pela verdadeira», diz-nos Steiner. «O novo Sol da Vida jamais teria surgido, se a morte não houvesse vindo ao mundo, deixando-se vencer pelo Cristo.» Assim compreendemos que o Pai enviou o Filho para que este revelasse a sua verdadeira natureza, reacordando na memória dos homens o princípio do Pai. Assim adquire o seu significado cósmico a Páscoa ser celebrada na Primavera. Ao mergulharmos no seu esplendor, mergulhamos de novo no Espírito do Pai, subjacente a todos os fenómenos que a realidade sensorial nos oferece.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O significado da meditação a fazer de manhã e à noite, que nos trouxe há alguns anos a Constanza Kaliks, adquire um significado muito especial: ao acordar para o mundo que me rodeia Eu, estando em tudo o que olho, estou no Pai; ao adormecer, afastada da realidade sensorial, o Pai está em mim, olhando Ele pela continuação da vida no meu corpo físico-etérico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Termino com um apontamento que para mim, evidencia esse lento acordar na consciência da humanidade, para a existência do Espírito do Pai, resgatado pelo Filho que agora incorpora o Ser da Terra: 4ª feira, dia 22 de abril celebrou-se pela 50ª vez o Dia da Terra. Embora pouco se tenha falado nele, o seu significado não passou em vão para aqueles que cultivam esse lento acordar ao longo das suas vidas, na diária celebração da Terra. É o caso de Jane Goodall, a mulher que dedicou e ainda dedica a sua vida a OLHAR os chipanzés, partilhando a sua existência com esses seres, tornando-a numa forma de amor incondicional pela própria Terra. Apercebi-me que no canal National Geographic Magazine na noite de 22 havia um programa sobre o trabalho de Jane Goodall, como forma de marcar o Dia da Terra. Tive pois o privilégio de ver como um olhar constante e dedicado permitiu a essa mulher aperceber-se do divino no olhar desses irmãos-animais, (Steiner fala-nos dos animais mais próximos do homem, como almas que, na época da separação da Lua, buscaram demasiado cedo corpos para encarnar, fixando-se em formas demasiado rígidas) servindo-o tão plenamente que hoje, através desse servir, juntou centenas de pessoas a trabalhar para o mesmo fim de preservar a vida na Terra, com projetos reais que têm provocado modificações benéficas e essenciais em muitos pontos do globo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tempos que vivemos são tempos de redenção, de cristificação da memória, de retorno ao Espírito do Pai que nos confiou a Terra. Será através dela que o futuro se cumprirá e assim se fará a sua vontade na Terra como no Céu.&nbsp; O Calendário da Alma desta semana é disso testemunho:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">… «O mundo mostra-se por todo o lado</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Como divina imagem primordial</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;De cuja verdade (Eu) sou reflexo.»</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leonor Malik</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maio 2020</p>
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		<item>
		<title>O papel edificador da natureza na escola</title>
		<link>https://escolajardimdomonte.org/o-papel-edificador-da-natureza-na-escola/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Harpa Portugal]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Feb 2020 11:09:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões e Partilhas]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[Jardim do Monte]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
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					<description><![CDATA[Tendo a Escola do Jardim do Monte o privilégio de se situar numa quinta, cuja biodiversidade oferece a possibilidade de experiências de aprendizagem e vivências enriquecedoras do desenvolvimento humano em contexto de floresta, de cultivo agrícola segundo a bio-dinâmica, de proteção de flora e fauna espontâneas em zona seca e zona húmida, tem vindo, ano [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Tendo a Escola do Jardim do Monte o privilégio de se situar numa quinta, cuja biodiversidade oferece a possibilidade de experiências de aprendizagem e vivências enriquecedoras do desenvolvimento humano em contexto de floresta, de cultivo agrícola segundo a bio-dinâmica, de proteção de flora e fauna espontâneas em zona seca e zona húmida, tem vindo, ano após ano, a inserir a sua prática pedagógica na riqueza do mundo natural que a envolve. Cada vez mais a sala de aula situa-se no exterior onde se olha a natureza como a grande mestra que responde com sabedoria às necessidades do crescimento humano, no âmbito individual e social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A forma como o mundo vegetal e animal funciona para encontrar respostas adequadas às suas necessidades, cultivando ao mesmo tempo dinâmicas de cooperação e interajuda, que não só lhes permite partilhar um desenvolvimento saudável como proteger a essência vital que lhes permite existir, passou a ser mais conscientemente uma fonte de estudo e aprendizagem para toda a comunidade escolar, nomeadamente para os nossos alunos e professores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num momento atual da vida do homem na terra, dominada por ameaças que decorrem exatamente da falta de um olhar respeitador sobre o mundo natural, o projeto pedagógico da nossa escola, no âmbito da Pedagogia Waldorf, que pretende efetivamente contribuir para uma transformação social através do futuro desempenho dos seus alunos como cidadãos que possam atuar com uma consciência livre em prol da Vida e da Humanidade, definiu como intenção do seu trabalho para este ano letivo o seguinte tema: «A função edificadora que o espaço natural da escola desempenha na educação do ser humano, enquanto responsável pelo futuro da humanidade.»</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na abertura do ano letivo apresentámos desde logo esta nossa intenção aos pais, criando um momento de silêncio e contemplação da paisagem circundante. Dedicámos a primeira sessão de formação interna com todos os colaboradores, ao início deste nova dinâmica, trabalhada a partir de uma abordagem holística da vida natural circundante que integrou exercícios de observação fenomenológica e expressão artística de manifestações da natureza, segundo o método goetheanístico. A vivência individual desse trabalho prático foi depois partilhada de forma a permitir integrar as suas conclusões na visão que a pedagogia Waldorf tem do ser humano e respetivas necessidades em cada fase do seu desenvolvimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No sentido de aprofundar este trabalho e permitir-lhe inspirar toda a prática pedagógica e social da escola, delinearam-se formas de atuação no dia-a-dia da escola que fortalecessem os laços entre a vida da natureza e a consciência humana, levando-a a um trabalho interior de autoeducação para acordar novas capacidades e competências que permitam harmonizar a nossa forma de estar e de ser com vista a um futuro globalmente sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contamos para este trabalho, não só com a capacidade de observar com respeito e deslumbramento todos os «os seres» da natureza, como também com a exigência de, em qualquer área do saber, o professor ter desenvolvido a capacidade de o abordar de forma artística, em que o Belo desempenha a grande motivação da aprendizagem até à adolescência – capacidades essas inerentes à formação pedagógica do professor Waldorf. Mas contamos também com a inestimável ajuda de colaboradores que desempenham tarefas diretamente ligadas à vida da natureza (segundo os princípios da biodinâmica) que doravante serão o elemento constante de ligação entre o decorrer da vida na terra e o da vida na escola, fornecendo a esta, a informação do que acontece naquela, necessidades a responder, lições a aprender, observações e descobertas a realizar para que uma ponte sólida se estabeleça entre ambas. O professor, na medida do possível terá que integrar tudo isso no seu trabalho, permitindo aos seus alunos religarem-se não só pelo sentir, mas também pelo pensar e pelo atuar à grande casa que habitamos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além das atividades já existentes que, ao longo do ano, seguem os seus ritmos a nível do trabalho na terra – preparar o terreno, semear, cuidar, colher, transformar produtos vários para uso alimentar ou terapêutico – do trabalho com animais – da tosquia da lã até à fabricação do fio e respetiva coloração natural –&nbsp; começámos a recolher sementes de árvores para reflorestação, delimitar zonas de transição para observação e preservação de plantas autóctones, elaborar diários de campo que testemunhem a evolução de uma planta, a vida de uma árvore, as modificações num espaço natural, ao longo da estações do ano, no sentido de </p>



<p class="wp-block-paragraph">compreender a forma como cada espécie ou ecossistema coexistem e enfrentam as condições exteriores circundantes, estabelecendo assim um vínculo afetivo com o mundo natural. Esse diário incluirá várias abordagens: mais descritivas, mais literárias, ilustrações artísticas, estudos comparativos com outras formas de vida na terra ou outras formas de adaptação a condições exteriores diferentes, para além da relação da localização da sua existência e a intervenção do homem ao longo do tempo. As várias áreas do curriculum estarão contempladas nestas abordagens, permitindo uma relação viva com os saberes mas, principalmente uma relação anímica e edificante com a natureza.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esperamos poder vir a integrar progressivamente os pais neste cultivo de uma relação mais consciente com a natureza, reconhecendo-a como o vínculo essencial e primordial de ligação do ser humano com a Vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leonor Malik</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Interiorizar a Antroposofia é o fundamento, não a meta</title>
		<link>https://escolajardimdomonte.org/interiorizar-a-antroposofia-e-o-fundamento-nao-a-meta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Harpa Portugal]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Feb 2020 11:07:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões e Partilhas]]></category>
		<category><![CDATA[Antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Jardim do Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Fundamento]]></category>
		<category><![CDATA[Interiorizar]]></category>
		<category><![CDATA[Leonor Malik]]></category>
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					<description><![CDATA[Qual é a vantagem de estar num país tão longínquo como a Argentina? Obriga as pessoas a serem criativas. Também existe a distância no tempo: faz agora 100 anos que a escola Waldorf foi fundada. É um tesouro que nos foi dado. Podemos esconder este tesouro e devolvê-lo estagnado, ou podemos torná-lo mais fértil de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Qual é a vantagem de estar num país tão longínquo como a Argentina? Obriga as pessoas a serem criativas. Também existe a distância no tempo: faz agora 100 anos que a escola Waldorf foi fundada. É um tesouro que nos foi dado. Podemos esconder este tesouro e devolvê-lo estagnado, ou podemos torná-lo mais fértil de tal forma que cresça em algo maior do que aquele que recebemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como podemos manter hoje o movimento Waldorf vivo e frutificador, em qualquer contexto? Manter algo significa «preservar», mas o movimento necessita de constante interação com o mundo em redor, e esse está constantemente a transformar e a ser transformado. O que precisamos de preservar e o que precisamos de transformar de forma a manter o impulso antroposófico vivo? O impulso espiritual tem de se manter espiritual; não pode mudar. As condições históricas e culturais, pelo contrário, não são mais as mesmas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para todas as crianças</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vemos o gesto criativo de Rudolf Steiner em 1919, quando ele estava ativo a partir da situação social de então. Este gesto tem de ser alimentado e preservado. E, no entanto, se apenas imitarmos a primeira escola Waldorf, acabaríamos por nos tornar em pálidas cópias. Ao adotarmos este gesto criativo, temos, de acordo com Rudolf Steiner, de dialogar com a legalidade vigente, com o mundo académico e com a realidade social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira escola Waldorf foi fundada para filhos de trabalhadores; hoje não encontramos necessariamente filhos de trabalhadores nas escolas Waldorf. Temos de nos assegurar que o melhoramento da Escola Waldorf não acontece num meio fechado e que o impulso espiritual pode tornar-se fértil para qualquer criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No nosso trabalho com a Educação Waldorf na Argentina temos três calcanhares de Aquiles: no âmbito cultural a nossa língua interna não se adaptava ao discurso científico; na nossa relação com as autoridades, tivemos que continuamente pedir exceções legais para poder manter a nossa liberdade educacional; no âmbito social, focámo-nos durante décadas num grupo particular – privilegiado e homogéneo – e, consequentemente, negligenciámos outros grupos no país. No fundo não seguimos o impulso da tripartição nas três esferas da sociedade.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Adaptando-nos às condições</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurámos estabelecer contactos com as autoridades e olhar para os programas de formação de professores com a intenção de os complementar com visões da antroposofia de modo a que estas estivessem ao dispor de qualquer professor. Por exemplo, não insistimos em não ensinar Geometria a crianças muito pequenas porque é muito intelectual, mas se o governo exige que o façamos, então realizamo-lo adaptando à idade da criança.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os professores jovens e os professores em formação no nosso instituto oficialmente reconhecido estão motivados para trabalhar a partir da antroposofia. Eles não encontram situações ideais mas têm de lidar com os desafios que vão encontrando e adaptar o seu trabalho a cada situação. Com esta abordagem esperamos sermos capazes de sair do nicho de uma educação alternativa – porque esse é um nicho de auto-defesa, onde os tesouros acabam por ser protegidos de qualquer contaminação: um perigoso lugar de pureza, perfeição e estagnação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando doarmos este tesouro como uma dádiva, não se diluirá, mas tornar-se-á na semente de mudança e transformação cultural. Estudar e interiorizar a antroposofia não é uma meta mas o fundamento. A meta está no futuro – e o futuro está algures no mundo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alejandro Ranovsky, é professor de ensino primário, investigador e formador em educação secundária e em filosofia na Universidade de Buenos Aires. É co-fundador do Instituto de Formação de Professores Perito Moreno, onde também dá formação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">In Anthroposophy Worldwide, 5/2019, tradução de Leonor Malik</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>A Escola do Jardim do Monte na UNESCO, em nome da Arte na Pedagogia Waldorf</title>
		<link>https://escolajardimdomonte.org/a-escola-do-jardim-do-monte-na-unesco-em-nome-da-arte-na-pedagogia-waldorf/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Harpa Portugal]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Feb 2020 10:57:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões e Partilhas]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Jardim do Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[Unesco]]></category>
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					<description><![CDATA[Por ocasião da 40ª Conferência Geral da UNESCO em Paris, a 13 de novembro de 2019, decorreu paralelamente em colaboração com a Fundação André Bocelli, o evento Symphony 2030 com o tema Creative Arts Education for Inclusion. Fazendo a Escola Jardim do Monte parte da Rede de Escolas portuguesas Associadas da UNESCO,&#160; com quem colabora [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Por ocasião da 40ª Conferência Geral da UNESCO em Paris, a 13 de novembro de 2019, decorreu paralelamente em colaboração com a Fundação André Bocelli, o evento Symphony 2030 com o tema Creative Arts Education for Inclusion.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fazendo a Escola Jardim do Monte parte da Rede de Escolas portuguesas Associadas da UNESCO,&nbsp; com quem colabora anualmente nos encontros pedagógicos, foi convidada para participar no referido evento, como testemunho único do papel da arte no projeto pedagógico de uma escola. Único, na medida em que todos os outros participantes irião testemunhar como a arte, especialmente a música, desempenhava um papel terapêutico em situações de emergência &#8211; guerras, catástrofes naturais, etc &#8211; em vários pontos do globo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o projeto Symphony 2030, a Fundação A. B. lançou o seguinte desafio no âmbito da Educação para o Desenvolvimento Sustentável e a Cidadania Global, que norteia a UNESCO:</p>



<p class="wp-block-paragraph">«A educação é uma fonte de realização, descoberta e transformação. Capacitando as crianças e jovens com valores e competências que lhes permitem viver com os outros com respeito e solidariedade, a educação é uma força para a paz e o desenvolvimento sustentável. Tudo isto está protegido dentro da visão da Agenda 2030, que contempla as finalidades morais, sociais e humanísticas da educação. Uma educação inclusiva de qualidade necessita de transmitir não só valores, mas também competências para o século XXI.»</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este compromisso entre a UNESCO e a Fundação A. B. pretende reconhecer o poder da arte na educação para acordar a criatividade inata que todo o ser humano tem, proteger a herança viva cultural e unir todos à volta de valores comuns e aspirações que estão no centro da Agenda 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Achámos o convite surpreendente, na medida em que este ano letivo a nossa escola, na continuação do trabalho iniciado no ano anterior, está a trabalhar muito intensamente a nível das medidas de inclusão, o que prevê não só as estabelecidas pela Escola Inclusiva como as terapêuticas dentro da Pedagogia Waldorf, que temos o privilégio de poder oferecer aos nossos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhada de um bom suporte visual do nosso trabalho, entusiasmada com a oportunidade de apresentar a nossa pedagogia a uma audiência alargada «não Waldorf» e sabendo que iria poder ouvir o André Bocelli ao vivo cantar o Hino à Alegria, voei para Paris!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carinhosamente recebida pela equipa organizadora, ainda assisti um pouco à Conferência Geral, que se debruçou essencialmente sobre a Inclusão na Educação Superior, e onde Portugal foi representado pelo António Nóvoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No enorme anfiteatro onde ia decorrer a sessão, conheci os outros participantes &#8211; o Secretário Geral da Comissão Nacional da Coreia para a UNESCO, vários artistas da área da música envolvidos num trabalho pela paz em nome da UNESCO além do diretor artístico das Vozes do Haiti, que é um dos principais projetos da Fundação AB – ainda conversámos um pouco e à hora prevista chegou o André Bocelli que começou por falar sobre a música na sua vida, o papel da sua fundação e finalmente presenteou-nos com o hino de Beethoven, ali mesmo perto dos nossos corações! Foi emocionante!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão teve igualmente momentos muito bonitos, ao ouvirmos o que estas pessoas fazem com a sua música em zonas de terror, onde tudo parece perdido e, no entanto, graças à voz humana, quando canta ou ao poder libertador da música, como o ser humano pode ser resgatado do seu sofrimento e de novo ligado à alegria de viver! Uma dessas pessoas, um violinista japonês, após umas breves palavras, falou-nos através do seu violino, tal como faz nos lugares que almeja resgatar. Foi magnífico!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da minha parte, levei a audiência de volta à escola, olhando as belas imagens que testemunham o dia-a-dia das crianças, a beleza do seu trabalho, a envolvência da natureza. Falei da ação transformadora do mundo, que é a intenção da Escola Waldorf e de como o desenvolvimento de cada criança é alimentado para que cada uma delas venha a ser o futuro agente transformador; de como a arte está presente em cada momento do seu trabalho, acordando, através dele, a alma criadora do ser humano; de como a pedagogia Waldorf, enquanto pedagogia salutogénica, promove a inclusão, tal como o conceito é compreendido hoje , através do respeito que a sua prática devota às necessidades de cada etapa do desenvolvimento e através de recursos educativos, nomeadamente os de caráter artístico, que nela desempenham um papel curativo, determinante na construção do Ser.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi-me muito gratificante sentir e verificar o interesse das pessoas que no fim me procuraram, com algumas das quais pude trocar palavras calorosas, plenas de confiança e reconhecimento do trabalho que nos guia em nome do futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deixo-vos o verso de Steiner, com que terminei a minha participação (dado pela Maya Moussa, no âmbito da Arteterapia), fonte de gratidão pelo poder criativo da alma humana e que, posso afirmar, foi recebido com alguma emoção:&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">«No princípio dos tempos</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Espírito da Terra dirigiu-se ao Espírito do Céu</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;E implorando-lhe, disse:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu sei falar ao Espírito do Homem&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas suplico-te</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que me concedas a linguagem</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela qual o Coração do Mundo&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Possa falar ao Coração do Homem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, cheio de bondade,</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Espírito do Céu,&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ao Espírito da Terra, suplicante,</p>



<p class="wp-block-paragraph">concedeu-lhe a Arte.»</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leonor Malik </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Outra Escola &#8211; Mini Documentário</title>
		<link>https://escolajardimdomonte.org/outra-escola-mini-documentario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Harpa Portugal]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2019 12:23:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões e Partilhas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Mini Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Outra Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Educativo]]></category>
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					<description><![CDATA[Olá a todos os pais, alunos e visitantes! Disponibilizamos aqui um documentário que a RTP fez sobre outras formas de educar, além do convencional, e incluiu a nossa escola. O terceiro ano foi especialmente escolhido para ilustrar a nossa forma de educar pela Pedagogia Waldorf. Vale a pena conferir! Clique aqui ou na image abaixo:]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Olá a todos os pais, alunos e visitantes!</p>
<p>Disponibilizamos aqui um documentário que a RTP fez sobre outras formas de educar, além do convencional, e incluiu a nossa escola. O terceiro ano foi especialmente escolhido para ilustrar a nossa forma de educar pela Pedagogia Waldorf. Vale a pena conferir! <span style="color: #ff6600;"><strong><a style="color: #ff6600;" href="https://www.rtp.pt/play/p6335/e440594/outra-escola" target="_blank" rel="noopener">Clique aqui</a></strong></span> ou na image abaixo:</p>


<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://www.rtp.pt/play/p6335/e440594/outra-escola" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://escolajardimdomonte.org/wp-content/uploads/2019/11/outras_escolas_escola-jardim-do-monte-1024x574.jpg" alt="" class="wp-image-2942" width="1049" height="587" srcset="https://escolajardimdomonte.org/wp-content/uploads/2019/11/outras_escolas_escola-jardim-do-monte-1024x574.jpg 1024w, https://escolajardimdomonte.org/wp-content/uploads/2019/11/outras_escolas_escola-jardim-do-monte-300x168.jpg 300w, https://escolajardimdomonte.org/wp-content/uploads/2019/11/outras_escolas_escola-jardim-do-monte-768x431.jpg 768w, https://escolajardimdomonte.org/wp-content/uploads/2019/11/outras_escolas_escola-jardim-do-monte.jpg 1250w" sizes="(max-width: 1049px) 100vw, 1049px" /></a></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Que tipo de escola deseja para o seu filho?</title>
		<link>https://escolajardimdomonte.org/que-tipo-de-escola-deseja-para-o-seu-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Harpa Portugal]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2017 12:43:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relatos de Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões e Partilhas]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia Waldorf]]></category>
		<category><![CDATA[relato]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://escolajardimdomonte.org/?p=2307</guid>

					<description><![CDATA[Se você é mãe ou pai, provavelmente deseja a melhor educação para o seu filho, quanto a isso não há qualquer dúvida. Mas a palavra “melhor” pode levar a vários entendimentos diferentes. O olhar sobre a educação nos primeiros anos está dividido em duas grandes correntes: uma que acredita que devemos “encher” as crianças de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se você é mãe ou pai, provavelmente deseja a melhor educação para o seu filho, quanto a isso não há qualquer dúvida. Mas a palavra “melhor” pode levar a vários entendimentos diferentes.</p>
<p>O olhar sobre a educação nos primeiros anos está dividido em duas grandes correntes: uma que acredita que devemos “encher” as crianças de conhecimento e tentar formatá-las da mesma forma, para que elas se tornem pequenas pessoas inteligentes e consequentemente adultos de sucesso. E outra corrente que acredita que a infância deve ser preservada – consentindo que a criança tenha prazer de ser criança e compreendendo que esta é verdadeiramente uma oportunidade única na vida.</p>
<p>Se acredita na primeira corrente, pode continuar a sua vida e ler um outro artigo, eu honestamente não quero lhe fazer perder tempo. Mas se acredita na segunda corrente ou se ao menos concorda que tem algum sentido, talvez o que tenho a dizer possa ter interesse para si.</p>
<p>Exatamente como você, eu estava à procura da melhor opção educativa para o meu filho desde a altura da creche/jardim de infância. Era importante para mim que os educadores não “partissem” o seu espirito, permitindo que ele continuasse a ser o rapazinho único que ele é. Felizmente, depois duma grande pesquisa, eu encontrei um jardim de infância que consentia que a criança aproveitasse esta linda fase de brincar, inventar, imaginar e &#8211; mais importante que tudo &#8211; aprender através da experiência. Cada canto ali era um aprendizado e a música com panelas velhas e outros objetos improvisados estimulavam a imaginação da criança.</p>
<p>Mas agora era tempo da 1ª classe, e como todos os pais, eu sentia-me receoso com a realidade que se aproximava e com o facto de que é esperado que ele e as outras crianças se comportem de determinada maneira, com as longas horas sentados dentro duma sala de aulas, tendo que aprender através da memorização e com o stress dos testes de avaliação que são tão desnecessários nesta idade.</p>
<p>Mesmo contra os meus instintos, eu entreguei esta pequena alma ao sistema da escola pública (ou como eu gosto de chamar à fábrica de aprender) e aquilo que receava tornou-se realidade diante dos meus olhos.</p>
<p>O meu pequenino que adorava ir para o jardim de infância, começou a perder a sua confiança. Ele estava a tentar mostrar à professora o quão único ele é, mas isso foi entendido pela professora como uma necessidade de “endireitá-lo/dobrá-lo” de forma a que ele entrasse no mesmo “molde” das outras crianças. Bem, levou-me 3 meses a perceber que este não era o ambiente onde eu queria que o meu filho crescesse. Foram 90 dias a mais!</p>
<p>Nesta altura, procurei saber mais sobre a educação Waldorf e o seu movimento mundial (escolas em mais de 60 países) para a construção duma nova maneira de educar. Se eu tivesse de resumir numa frase o que é esta educação e quais são os seus objetivos, diria que esta pedagogia procura ajudar as crianças a tornarem-se seres humanos livres e ajudar as crianças a revelar a sua verdadeira identidade e a sua natureza espiritual única.</p>
<p>Esta educação acredita que a criança reage melhor à aprendizagem através da experiência ao invés da memorização, esta visão tem comprovado contribuir para a educação de jovens mais envolvidos com a vida, com maior autoestima e segurança e maior capacidade de aprendizagem, juntamente com outras qualidades como o respeito pela natureza e a nutrição saudável.</p>
<p>UAU! Isto era exatamente o que eu estava à procura!</p>
<p>Com mais de 750 escolas só dentro da união europeia e um reconhecimento da UNESCO como sendo o modelo de pedagogia capaz de responder aos desafios educacionais de nosso tempo, principalmente nas áreas de grandes diferenças culturais, eles provavelmente estão a fazer algo bom &#8211; certo?</p>
<p>Procurei uma escola Waldorf na área de Lisboa e acabei por encontrar a Escola Jardim do Monte, perto de Arruda dos Vinhos (tem um autocarro que apanha crianças em Lisboa e Loures). Eu posso contar-lhe coisas maravilhosas sobre esta escola, como o ambiente simples e campestre (é uma quinta), os colaboradores dedicados e simpáticos, as árvores de fruto espalhadas pela escola, turmas pequenas, refeições saudáveis, e muitas canções&#8230; oh, as canções!</p>
<p>O meu filho acabou o 1º ano e está prestes a entrar no 2º ano, a melhoria na sua autoestima aconteceu duma forma muito rápida e olhando para trás eu sinto que o salvei de ser mais uma pessoa formatada pelo sistema de educação tradicional.</p>
<p>E você, que tipo de escola deseja para o seu filho?</p>
<p>Duma forma ou outra, desejo-lhe um Bom ano lectivo!</p>
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